Futebol

04 março 2021, 22h32

Festejos do Benfica

RESUMO DO JOGO

Missão cumprida! Depois do triunfo na Amoreira (1-3), o Benfica venceu o Estoril, por 2-0, em jogo da 2.ª mão das meias-finais da Taça de Portugal. Na Catedral, exibição robusta das águias, num resultado que peca por escasso, mas o mais importante está alcançado: dia 23 de maio os encarnados vão disputar a 38.ª final da prova-rainha da sua história

Foi em posição de vantagem, fruto do triunfo por 1-3 alcançado no António Coimbra da Mota, que o Benfica recebeu o Estoril nesta quinta-feira, no Estádio da Luz, em jogo da 2.ª mão das meias-finais da Taça de Portugal. A meta era clara e assumida, contudo, apesar da vantagem, Jorge Jesus alertou para o facto de este, tal como todos, ser um adversário a respeitar, para mais sendo esta uma prova pródiga em surpresas.

Benfica-Estoril

E foi sem surpresas também que o treinador escalou um onze com várias mudanças no figurino, dez relativamente à partida com o Rio Ave, apenas se mantendo Lucas Veríssimo, reforço de inverno que se estreou nesta prova. 

Odysseas na baliza; Gilberto, Otamendi, Lucas Veríssimo e Nuno Tavares na zona mais defensiva; Chiquinho, Gabriel, Pizzi e Cervi no meio-campo, com Pedrinho e Gonçalo Ramos a serem, de início, os homens mais avançados. Um onze muito dinâmico, criativo, com várias trocas posicionais ao longo dos minutos e do que o jogo pedia.

Com a eliminatória bem encaminhada, mas não resolvida, apito inicial de Hélder Malheiro numa noite invernosa, e a primeira iniciativa coube às águias, com Pedrinho a servir Cervi, que, na diagonal, chegou um pouco atrasado. Aos 2', primeiro remate, com Pizzi a surgir no coração da área, mas a bola a ser desviada para canto. Na sequência, Lucas Veríssimo cabeceou ao lado.

Entrada fortíssima dos encarnados, a mostrarem ao que vinham e a pressionarem a toda a largura do terreno. Aos 5', primeira intervenção de Thiago Silva a remate forte e colocado de Pedrinho.

Gabriel

Aos 8' esteve muito perto o Benfica de marcar e dar volume ao produzido! Pedrinho picou a bola sobre a linha defensiva dos canarinhos, Cervi surgiu pela esquerda, cruzou, mas não apareceu ninguém para finalizar e a bola acabou por viajar a centímetros da linha de baliza...

Primeiros 15 minutos em alta voltagem, plenos de dinâmica e ambição, com a formação de Bruno Pinheiro a tentar pausar e suster a avalancha encarnada.

Com meia hora decorrida, mantinha-se o nulo, mantinha-se também o ascendente do Benfica, mas agora num jogo mais lento e com menos oportunidades, isto após o sufoco inicial.

Com as alas em pleno funcionamento, fruto de uma defesa robusta e de um meio-campo sólido, o Benfica carregava, com os cruzamentos para a área a sucederem-se, mas sem a consequência desejada. Aos 36', precisamente após um cruzamento de Chiquinho, Otamendi subiu mais alto, mas o cabeceamento saiu ao lado. Mais uma oportunidade...

Festejos

Aos 43', finalmente o golo! Pressão alta das águias, erro (forçado!) da defesa estorilista na saída de bola, Chiquinho agradeceu e ofereceu a Gonçalo Ramos, que, na zona central, disparou fortíssimo e sem hipótese de defesa.

Estava feito o 1-0 na Luz! Foi o segundo golo do internacional português nesta edição da prova-rainha e a primeira assistência de Chiquinho.

Antes do apito para o intervalo, Pizzi teve o segundo da noite nos pés, remate em arco e colocado, mas o esférico teimou em subir e passar centímetros ao lado do poste direito. Era um golo de bandeira... Ao intervalo, 1-0, vantagem alargada para 4-1 no cômputo das duas mãos.

Reatar muito interessante, com o Benfica a tomar conta dos acontecimentos, perante um Estoril que não abdicou da estratégia. Ora, mais um erro na saída e Gonçalo Ramos esteve perto de bisar. Faltou alguma frieza na Hora H. Na resposta, aos 48', registo para o primeiro remate do Estoril no jogo. Murilo tentou a sorte, mas Odysseas encaixou e disse "presente".

Minuto 53, flanco direito em ação, combinação entre Chiquinho e Pizzi, cruzamento tenso do camisola 21, com Cervi, a subir ao primeiro andar, e a cabecear por cima.

Aos 60', mais uma oportunidade de golo para o Benfica. Livre cobrado à maneira curta, a castigar falta sobre Nuno Tavares, passe açucarado de Pizzi, e Chiquinho, no cara a cara com Thiago Silva, perdeu para o guardião brasileiro... Seguiu-se um bom remate de Pedrinho, mas mais uma vez Thiago mostrou serviço.

Waldschmidt

As primeiras mexidas no xadrez das águias aconteceram aos 66', com as saídas de Gonçalo Ramos e Pedrinho, para as entradas de Seferovic e Everton. Seis minutos volvidos, mais duas alterações, desta feita saídas de Pizzi e Chiquinho para as entradas de Taarabt e Waldschmidt... E foi precisamente do pé esquerdo do alemão que surgiu mais uma oportunidade. Bom trabalho à entrada da área, disparo forte, defesa de Thiago. 

Novos rostos, a mesma toada, com estilos diferentes, mas com a mesma meta. Nuno Tavares, Everton (em duas ocasiões) e Waldschmidt tentaram a sorte, mas a redondinha não quis. 

Tempo ainda para a entrada de Diogo Gonçalves para o lugar de Cervi (86'), e até ao apito final o marcador tornou a mexer...

Ao cair do pano (90'), perda de bola do Estoril, 5x1 do Benfica, Taarabt na assistência, com Waldschmidt, sem oposição, frente ao guardião a rematar para o-2-0. Foi o segundo golo do camisola 10 na Taça de Portugal 2020/21 e a segunda assistência do marroquino.

Vitória do Benfica, por 2-0, justa, mas a pecar por escassa face ao produzido. Exibição muito positiva da formação comandada por Jorge Jesus, perante um Estoril com muita identidade. Missão cumprida!

Festejos

Olhando para trás, recordar que para carimbar o passaporte para a final da prova-rainha as águias eliminaram o Paredes, o Vilafranquense, o CF Estrela, o Belenenses SAD e o Estoril.

Os encarnados são a equipa com mais presenças em finais desta prova (esta será a 38.ª) e com mais títulos no palmarés (26). A última conquista aconteceu em 2016/17.

Na final da edição 2020/21 da Taça de Portugal, marcada para o dia 23 de maio, o Benfica vai ter pela frente o SC Braga, que na outra meia-final eliminou o FC Porto (4-3, no cômputo das duas mãos).

As atenções voltam agora a focar-se no Campeonato Nacional, com o jogo da 22.ª jornada da prova agendado para a próxima segunda-feira, 8 de março. O Benfica desloca-se até ao Estádio de Honra do Centro Desportivo Nacional do Jamor para defrontar o Belenenses SAD, numa partida com apito inicial marcado para as 20h15.

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Texto: Sónia Antunes
Fotos: João Paulo Trindade e Tânia Paulo / SL Benfica
Última atualização: 5 de março de 2021

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